JOAQUIM JOSÉ DE AZEVEDO SOARES

JOAQUIM JOSÉ DE AZEVEDO SOARES

JOAQUIM JOSÉ DE AZEVEDO SOARES (1852-1938)

 

Joaquim José de Azevedo Soares nasceu na cidade de Maricá, interior da província do Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Pedro II e iniciou a carreira docente no Colégio Köpke, em Petrópolis. No ano de 1881, fundou, na cidade de Amparo – interior de São Paulo –, o Colégio Azevedo Soares, estabelecimento de instrução primária e secundária. Em 1886, o colégio foi transferido para a cidade de São Paulo. Nesse Colégio, Azevedo Soares, além de exercer a função de diretor, ministrava aulas de Aritmética, Álgebra e Geometria (DIAS, 2013).

Em 1889, concorreu à cadeira de Aritmética e Geometria da Escola Normal de São Paulo[1], instalada na capital. Aprovado, tomou posse em maio e permaneceu como professor da escola até 1921, quando foi colocado em disponibilidade (DIAS, 2013, p. 214).

No ano de 1889, a instauração da república, juntamente com o desenvolvimento – econômico, industrial, urbano e demográfico – ocorrido em São Paulo, favoreceram uma expansão da rede de ensino paulista, bem como reorganização e aperfeiçoamento do sistema escolar (TANURI, 1979, p. 78). Para os republicanos paulistas, “a educação tornou-se uma estratégia de luta, um campo de ação política, um instrumento de interpretação da sociedade brasileira e o enunciado de um projeto social” (SOUZA, 1998, p. 26). Era preciso realizar “uma boa reforma [da instrução pública], na altura das necessidades modernas e compatíveis com a nova ordem de coisas que surgiu na República” (PESTANA, 1890). Para preparar o professor com conhecimentos científicos e processos pedagógicos modernos, em 12 de março de 1890, foi expedida a reforma da Escola Normal de São Paulo, que implantou um currículo enciclopédico, e enfatizou o treinamento prático como base para aprendizagem do método intuitivo. Tal treinamento ocorria nas Escolas-Modelo, destinadas à “demonstração de procedimentos didáticos, de observação e prática de ensino” (MONARCHA, 1999, p. 179). No que diz respeito à formação matemática, à Aritmética e Geometria, acrescentaram-se Álgebra e Escrituração Mercantil (SÃO PAULO, 1890a). A definição dos conteúdos programáticos das disciplinas ficava à cargo da Congregação de Professores da Escola Normal. Esse grupo, formado pelos lentes das cadeiras e presidido pelo diretor, estava encarregado de responsabilidades fixadas em regulamentos internos expedidos pelo presidente da província e associadas à sistematização de saberes para formar o magistério primário. O regulamento expedido em 1887, por exemplo, em vigor no ano de ingresso de Azevedo Soares no corpo docente da Escola Normal, determinava à Congregação organizar o programa de ensino de cada cadeira, adotar os compêndios e formular pontos para exames, elaborar as tabelas de dias e horários das aulas, entre outras responsabilidades; essas deliberações deveriam ser submetidas ao Presidente da Província (SÃO PAULO, 1887). Após a reforma de 1890, um novo Regulamento, assinado pelo Governador do Estado, ampliou as atribuições da Congregação de Professores relacionadas à sistematização de saberes de formação, encarregando-a de deliberar sobre “qualquer alteração indispensável e superveniente do programa oficial”. (SÃO PAULO, 1890b).

Atas de reuniões, guardadas no Arquivo Público do Estado de São Paulo e Centro de Referência em Educação Mário Covas, bem como o relatório da Escola Normal referente ao ano de 1894, de autoria do diretor Gabriel Prestes (PRESTES, 1894), dão indícios de como a Congregação de Professores se organizava para responder às demandas solicitadas pelo Regulamento. No início do ano letivo, o professor de cada cadeira submetia à Congregação os programas de ensino e compêndios a serem adotados. As sugestões de mudanças no plano de estudos provinham de pedidos do diretor da Escola e ações individuais de professores. Tais sugestões passavam por uma comissão de professores da Congregação e, posteriormente a ela eram submetidas para avaliação.

Dessa forma, os professores da Escola Normal, à serviço do Estado,tinham como função resolver problemas de ordem prática: escolher obras de referências e sistematizar saberes em programas de ensino para formar professores na Escola Normal. Assim, a solicitação da expertise de Azevedo Soares pelo Estado se deu pela condição de professor na Escola Normal, materializada pelos Regulamentos expedidos pelos Presidente da Província e Governador do Estado

Como exemplo de ações desenvolvidas por Azevedo Soares na condição de expert, cita-se dois programas de ensino de Aritmética e Álgebra, constantes nos relatórios do diretor da Escola Normal, Gabriel Prestes, dos anos 1894 e 1895 (PRESTES, 1894, 1895). Aqui vale esclarecer que inicialmente Azevedo Soares ficou responsável pelos ensinos de Aritmética e Geometria, mas com as reformas executadas nos anos 1890, 1892 e 1904, também ministrou Álgebra e Trigonometria (SÃO PAULO, 1890a, 1892, 1904). Entretanto, não foi possível localizar documentos referentes a todas as disciplinas mencionadas.

A disciplina de Aritmética, juntamente com Álgebra, era ministrada em dois semestres letivos: no primeiro, apenas Aritmética, e no segundo, continuação de Aritmética e estudo de Álgebra.

De acordo com o Relatório de 1894, o programa de Aritmética (http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/relatorios_educacao/RDRSP1894.pdf) para o primeiro semestre foi:

 

Quadro 1 – Programa de Aritmética (1894)

 

1.Definições preliminares, sistemas de numeração, numeração decimal.

2. Operações sobre os números inteiros. Provas dessas operações.

3. Caracteres de divisibilidade dos números. Teoria dos restos e dos números primos. 4.Teoria das frações ordinárias, redução ao mesmo denominador e à expressão mais simples. Processo de maior comum divisor.

5. Operações sobre as frações ordinárias.

6. Operações sobre as frações decimais.

7. Teoria das frações periódicas.

8. Teoria das frações contínuas.

9. Operações sobre os números complexos. Problemas.

10. Sistema métrico decimal. Problemas.

11. Potências e raízes dos números inteiros e fracionários.

12. Quadrado e raiz quadrada.

13. Cubo e raiz cúbica.

14. Teoria das equidiferenças e proporções e suas propriedades.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1894a, p. 45)

 

E a continuação no segundo compreendeu:

 

Quadro 2 – Continuação do programa de Aritmética (1894)

 

15. Teoria das progressões por diferença e por quociente e suas propriedades.

16. Teoria elementar dos logaritmos e uso das taboas de Callet.

17. Regra de três simples e composta. Regra conjunta. Problemas.

18. Regra de juros, simples e composto. Regra de desconto. Problemas.

19. Regra de companhia simples e composta. Problemas.

20. Regras de capitalização, amortização e anuidades. Problemas.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1894a, p. 50)

 

Além dos programas, o Relatório de 1894 contém o nome dos compêndios indicados em cada disciplina: Aritmética de João Chrockatt de Sá Pereira de Castro, Tábuas de Logaritmos de Callet e Álgebra de Ottoni[2].

A primeira dessas obras, intitulada Explicador de Arithmetica, de Eduardo de Sá Pereira de Castro era “apropriada aos alunos das academias militar e da marinha, do Instituto Comercial, aspirantes a empregados públicos, negociantes, artistas, etc.”, conforme consta na capa da quinta edição (CASTRO, 1880, capa). Nota-se assim que a referência indicada por Azevedo Soares foi um livro destinado a um público diverso, possivelmente com caráter de cultura geral.

Comparando a obra com o programa apresentado por Azevedo Soares, verifica-se que esse abrange todos os tópicos da obra, além da disposição dos conteúdos ser muito semelhante.

Uma diferença ocorre com o tópico Caracteres de divisibilidade e Teoria dos restos e dos números primos, que, no programa de Aritmética, aparece logo após a prova das operações, e antes da Teoria das frações, enquanto no livro, esses assuntos são tradados no decorrer do estudo das frações. Assim, ao que parece, pode ter sido uma opção didática do professor Azevedo Soares, tratar desses assuntos logo após o estudo da divisão e antes de iniciar frações.

Quanto ao programa de Álgebra (http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/relatorios_educacao/RDRSP1894.pdf), está dividido em duas partes e é o seguinte:

 

Quadro 3 – Programa de Álgebra (1894)

 

1. Noções gerais. Redução dos termos semelhantes.

2. Adição e subtração algébrica.

3. Multiplicação algébrica, emprego dos sinais e fórmulas.

4. Divisão algébrica, emprego dos sinais e fórmulas.

5. Teoria das frações algébricas. Redução ao mesmo denominador.

6. Teoria do máximo comum divisor.

7. Operações sobre as frações algébricas.

8. Noções sobre as equações e suas classificações.

9. Equações e problemas de 1.º grau a duas e mais incógnitas.

10. Teoria elementar da eliminação. Diversos métodos de eliminação.

11. Equações e problemas do 1.º grau a duas e mais incógnitas.

12. Fórmulas gerais para a resolução de um sistema qualquer de equações de 1.º grau. 13. Solução negativa. Teoria das quantidades negativas.

14. Discussão das equações e problemas do primeiro grau.

15. Problema dos correios. Sua discussão.

16. Problemas indeterminados. 2.ª parte:

17. Quadrado e raiz quadrada das quantidades algébricas.

18. Equações do segundo grau a uma incógnita.

19. Equações irracionais.

20. Equações simultâneas do segundo grau.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1894b, p. 50)

 

Ainda segundo o relatório, para as aulas de Álgebra, optou-se pelo compêndio Elementos de Álgebra, de Cristiano Benedito Ottoni, já adotado em 1890. Comparando o programa de ensino e o quadro de tópicos apresentados na Álgebra, de Ottoni, constata-se que a lista de conteúdos do primeiro é muito similar aos quatro primeiros capítulos de Ottoni, obra mais ampla, devido a sua indicação à Escola Politécnica. Além dos quatro primeiros capítulos, o programa contempla o estudo de Equações irracionais, tópico que fazia parte do Apêndice. Assim, embora o ensino de Azevedo Soares era orientado por compêndios, o professor fazia adaptações para ministrar as disciplinas.

A escolha dos dois compêndios indica a permanência de uma relação do curso normal com o curso secundário, que tinha finalidade propedêutica ao ensino superior.

O relatório do diretor do ano de 1895, comparado ao de 1894, detalha melhor os programas das cadeiras, pois contém trechos do Diário de Lições dos professores informando as datas nas quais os conteúdos foram trabalhados. O programa de Aritmética (https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224591) para o primeiro semestre letivo foi o seguinte:

 

Quadro 4 – Programa de Aritmética (1895)

 

Março. 1 a 30 Noções preliminares – Numeração. – Quatro operações sobre os números inteiros. – Mudança de base nos sistemas de numeração. – propriedades gerais dos números. -Exercícios sobre as quatro operações.

Abril 1 a 10 Caracteres de divisibilidade dos números. -Teoria da prova dos noves das quatro operações. – Teoria do máximo comum divisor. – Exercícios sobre o máximo comum divisor. .16 a 20 Teoria dos números primos. – Meios de conhecer se um número é primo. - Formação da tabela dos números primos. – Decomposição de um número em seus fatores primos. – Formação do maior e do menor múltiplo. 22 a 30. Teoria das frações ordinárias. – Redução das frações à sua expressão mais simples. – Redução das frações ao mesmo denominador. – Quatro operações sobre as frações ordinárias. – Frações contínuas. – Exercícios sobre as frações ordinárias.

Maio 1 a 11 Teoria dos números decimais. – Operações sobre os números decimais. – Redução das frações ordinárias em decimais. Dízimas periódicas. – Exercícios sobre as frações decimais. 14 a 25. Operações sobre os números complexos. – Sistema métrico decima. – Relações entre as unidades do sistema métrico antigo e o sistema métrico decimal. – Exercícios sobre os números complexos. 26 a 31. Sistema métrico decima. – Unidades de comprimento de superfície; de capacidade e volume; de peso; monetária; de tempo; angular.

Junho 1 a 15. Problemas sobre o sistema métrico decimal. – Potências e raízes dos números. – Formação dos quadrados dos números inteiros, das frações ordinárias, e das frações decimais. 16 a 30 Formação dos cubos dos números. – Raízes cúbicas dos números inteiros, das frações ordinárias e das frações decimais. – Teoria das razões e proporções. – Equidiferença: propriedade fundamental e suas consequências.

Julho 1 a 6 Deixou de haver aulas por enfermidade do professor.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1895a, p. 21)

 

E, para o segundo semestre:

 

Quadro 5 – Continuação do programa de Aritmética (1895)

 

Agosto de 1 a 10: Proporção. Propriedade fundamental e suas consequências. Propriedades gerais e seus corolários. Exercícios sobre equidiferença

De 12 a 31: Teoria das progressões. Progressão por diferença. Propriedades e fórmulas. Progressão por quociente. Propriedades e fórmulas. Teoria dos logaritmos. Propriedades gerais dos logaritmos. Sistema de Briggs. Tábuas de Callet. Dado um número inteiro ou fracionário, achar o seu logaritmo. Dado um logaritmo, achar o número correspondente.

Setembro de 2 a 14: Regra de três simples e composta. Problemas. Regra de desconto racional e comercial. Problemas. Regra de conjunto. De 16 a 30: Regra de companhia simples e composta. Regra de anuidade. Regra de falsa posição. Problemas.

Outubro de 1 a 8: Recordação: Teoria dos logaritmos. Regra de três. Regra de juros simples e composta. Regra de companhia De 10 a 31 Recordação. Divisibilidade dos números. Teoria do máximo divisor comum. Teoria dos números primos. Frações ordinárias. Frações contínuas.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1895b, p. 42)

 

Comparando com o programa do ano anterior, verifica-se que a ordem dos conteúdos é praticamente a mesma, embora o programa de 1895 seja mais detalhado. Como o Relatório não informa os compêndios adotados, não é possível saber a referência que orientou o ensino de Aritmética. Outro ponto a ser observado, é a indicação de exercícios, que não aparece no programa anterior

A disciplina de Álgebra (https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224593) foi ministrada no segundo semestre, de acordo com o seguinte cronograma:

 

Quadro 6 – Programa de Álgebra (1895)

 

Agosto De 1 a 10: Álgebra: Noções preliminares. Adição. Subtração. Multiplicação. Casos notáveis de multiplicação. De 12 a 31: Casos notáveis de divisibilidade. – Operações sobre as frações algébricas. Máximo comum divisor. Das equações em geral. Classificação das equações. Equações do primeiro grau a uma incógnita. Problemas do primeiro grau a uma incógnita.

Setembro De 2 a 14 Teoria elementar da eliminação. Métodos de eliminação: adição e subtração, substituição, comparação e método de Bezout. Princípios relativos às equações simultâneas. Sistemas de equações simultâneas. De 16 a 30 Soluções negativas. Teoria das quantidades negativas. Interpretação geral. Princípio de Descartes. Discussão das equações e problemas do primeiro grau a uma e duas incógnitas.

Outubro De 1 a 8 Problema dos correios. Soluções positivas. Soluções negativas. Soluções positivas. Soluções infinitas. Soluções indeterminadas. Discussão dos problemas indeterminados De 10 a 31 Formação do quadrado e extração da raiz das quantidades algébricas. Radicais do segundo grau. Cálculo dos radicais do segundo grau. Equações e problemas do segundo grau.

 

Fonte: Elaborado a partir de Soares (1895b, p. 42)

 

Uma comparação com os programas de Álgebra de 1894 e 1895, sugere que o professor Azevedo Soares fez algumas adaptações no ano de 1895. Pois, no programa de ensino desse ano, incluiu o tópico Princípio de Descartes, utilizado para interpretar as soluções negativas em problemas. Embora a regra esteja presente na Álgebra de Ottoni, não consta esse título. Assim, parece que, no ano de 1895, o prof. Joaquim J. de Azevedo Soares adotava outra referência além da obra de Ottoni. O relatório de 1895 não menciona os livros indicados para conduzir os ensinos, mas, na comparação de obras de Álgebra realizada por Basei (2020, p. 165), a autora notou que o título Princípio de Descartes está presente apenas na obra de F.I.C. (s.d.).

 

Referências

 

BASEI, Ana Maria. Processos e Dinâmicas de Institucionalização da Álgebra na Formação de Professores dos Primeiros Anos Escolares, São Paulo (1880-1911). 2020. 194 p. Tese (Doutorado em Ciências: Educação e Saúde da Infância e Adolescência) - Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2020.

DIAS, Marcia Hilsdorf. Professores da Escola Normal de São Paulo (1846-1890): a história não escrita. Campinas: Alínea, 2013.

GOUVEIA NETO, Sérgio Candido de. A matemática contábil: das lides comerciais para os

cursos secundários técnicos e sua transformação em saber acadêmico no Brasil (1808-1970). 2015. 134 p. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Rio Claro, 2015. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/handle/11449/132140>. Acesso em: 6 fev. 2021.

MONARCHA, Carlos. A Escola Normal da Praça: o lado noturno das luzes. São Paulo: Editora da Unicamp, 1999.

SOUZA, Rosa Fátima de Templos de civilização: a implantação da escola primária graduada no Estado de São Paulo (1890-1910). São Paulo: EdUNESP, 1998.

SOUZA, Rosa Fátima de. Alicerces da pátria: história da escola primária no Estado de São Paulo (1890-1976). Campinas, SP: Mercado das Letras, 2009.

TANURI, Leonor Maria. O ensino normal no Estado de São Paulo: 1890-1930. São Paulo: USP, 1979

VALENTE, Wagner Rodrigues. Uma história da matemática escolar no Brasil: 1730-1930. São Paulo: Annablume, FAPESP, 2007.

 

Fontes consultadas

 

CASTRO, Eduardo de Sá Pereira de. Explicador de Arithmetica: obra apropriada aos alunos das academias militar e da marinha, do Instituto Commercial, aspirantes a empregados públicos, negociantes, artistas, etc. Correta e aumentada por João Chrockatt de Sá Pereira de Castro. Rio de Janeiro: Nicolao Alves, 1880. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/126652?show=full>. Acesso em 06 fev. 2021.

F.I.C. Elementos de álgebra. Rio de Janeiro: Livraria Garnier, s.d.

OTTONI, Cristiano Benedito. Elementos de Algebra. Aumentada com muitas notas intercaladas. Rio de Janeiro: Livraria Clássica de Alves & Companhia, 1893. Disponível em: < https://app.uff.br/riuff/handle/1/350>. Acesso em: 14 jul. 2018.

PESTANA, Rangel Francisco. Reforma correlata. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano XVI, n. 4.434, p. 1, 10 de janeiro de 1890. Disponível em: < https://acervo.estadao.com.br>. Acesso em: 06. fev. 2021.

REIS, Aarão; REIS, Luciano. Curso Elementar de Mathematica. Rio de Janeiro: Cunha e Irmão, 1892. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/127570?show=full>. Acesso em: 06 fev. 2021.

SÃO PAULO. Decreto n. 27, de 12 de março de 1890. Reforma a Escola Normal e converte em Escolas Modelos as Escolas anexas. 1890a. Disponível em: <https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1890/decreto-27-12.03.1890.html>. Acesso em: 20 ago. 2018.

SÃO PAULO. Decreto n. 144B, de 30 de dezembro de 1892. Aprova o regulamento da instrução pública. 1892. Disponível em: <http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1892/decreto-144B-30.12.1892.html>. Acesso em: 20 ago. 2019.

SÃO PAULO. Decreto n. 1.252, de 17 de novembro de 1904. Aprova o regulamento da instrução pública. 1904. Disponível em: <https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1904/decreto-1252-17.11.1904.html>. Acesso em: 06 fev. 2021.

SÃO PAULO. Regulamento da Escola Normal de S. Paulo. São Paulo: Typ a vapor do Correio Paulistano, 1887. Disponível em Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224610>. Acesso em: 06 jul. 2021.

SÃO PAULO. Regulamento da Escola Normal de S. Paulo. São Paulo: Typ a vapor do Correio Paulistano, 1890b. Disponível em Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224609>. Acesso em: 06 jul. 2021.

SOARES, Joaquim José de Azevedo. Programa de Aritmética. In: PRESTES, Gabriel. Relatório da Escola Normal apresentado ao sr. dr. Cesário Motta Junior, Secretário dos Negócios do Interior, por Gabriel Prestes, diretor da Escola Normal em 1894. São Paulo: Typographia a Vapor de Vanorden & Comp., 1894a. Disponível em: <http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/relatorios_educacao/RDRSP1894.pdf>. Acesso em: 14 jul. 2018.

SOARES, Joaquim José de Azevedo. Programa de Álgebra. In:PRESTES, Gabriel. Relatório da Escola Normal apresentado ao sr. dr. Cesário Motta Junior, Secretário dos Negócios do Interior, por Gabriel Prestes, diretor da Escola Normal em 1894. São Paulo: Typographia a Vapor de Vanorden & Comp., 1894b. Disponível em: <http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/relatorios_educacao/RDRSP1894.pdf>. Acesso em: 14 jul. 2018.

SOARES, Joaquim José de Azevedo. Programa de Aritmética. In: PRESTES, Gabriel. Relatório da Escola Normal apresentado ao sr. dr. Cesário Motta Junior, Secretário dos Negócios do Interior, por Gabriel Prestes, diretor da Escola Normal em 1895. São Paulo: Typographia do Diário Oficial, 1895a. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224591>. Acesso em: 06 jul. 2021.

SOARES, Joaquim José de Azevedo. Programa de Aritmética e Álgebra. In: PRESTES, Gabriel. Relatório da Escola Normal apresentado ao sr. dr. Cesário Motta Junior, Secretário dos Negócios do Interior, por Gabriel Prestes, diretor da Escola Normal em 1895. São Paulo: Typographia do Diário Oficial, 1895b. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224593>. Acesso em: 06 jul. 2021.

 

Notas

 

[1] A Escola Normal de São Paulo, desde que foi instalada pela primeira vez, em 1846, mudou várias vezes de configuração e recebeu diferentes denominações oficiais, como por exemplo: Escola Normal (1846), Escola Normal de São Paulo (1890), Escola Normal da Capital (1892), Escola Normal Secundária (1912), Escola Normal da Praça da República (1925), Instituto Pedagógico de São Paulo (1931), Instituto “Caetano de Campos” (1932), Instituto de Educação (1933), entre outras. Neste texto, para padronizar, optou-se pela denominação Escola Normal de São Paulo.

[2] Explicador de Arithmetica, foi lançada em 1854, de autoria de Eduardo de Sá Pereira de Castro, bacharel em matemáticas e ciências físicas e naturais e pai de João Chrockatt. Com a morte do autor, a partir da quinta edição –oito edições ao todo, a última de 1891 –, as publicações passaram por adaptações realizadas por João Chrockatt (GOUVEIA NETO, 2015, p. 63). João Francisco Callet, nascido em Versailles em 1744 e falecido em 1798. Matemático, professor de hidrografia em Dunkerque, publicou em 1773 as Tabuas de logaritmos. (REIS e REIS, 1892, p. 618). A Álgebra de Cristiano Benedito Ottoni foi lançada em 1852 e publicada até pelo menos o ano de 1894, quando chegou à 9.ª edição. Foi referência para os cursos secundários e preparatórios durante boa parte da segunda metade do século XIX (VALENTE, 2007, p. 147).

 

Ana Maria Basei